domingo, 8 de julho de 2007

De tempos em tempos

Escutando novamente esta canção
Com tristeza rasgando o coração
Depois de onze anos ainda pior...
Meu Deus, tudo de novo, com muito mais dor,
Mais pessoas que amo se foram pro além túmulo
E me pego escutando novamente esse som, da minha depressão,
Na época, por um amigo que partiu nas raias da expiação;
Sem dizer um até logo nos vemos em breve, quando passar,
Esse sofrimento terrestre de todos nós
A melodia linda que alimenta a alma triste toca,
E toca e toca e toca...
Traz-me respostas, sem revolta, mas a dor sufoca,
O sofrimento da saudade física transborda
E penso que esta vida está longe de comemorarmos algo
Porque de vencedores só temos mesmo o dia a dia que,
Vencemos um vício, um defeito moral...
E ainda sim na balança da vida somos devedores do próximo
Que ainda insistimos em julgar quem nos aparece à frente;
Esperando esses credores nos espancarem a alma na regeneração,
Que nos prepara para a vida maior da glória de toda felicidade,
Que nunca sentimos nem o ar da sua minuta passagem
E com o suor do auto aperfeiçoamento, esperamos,
Com fé, ação, coragem e resignação o tempo,
De que seremos felizes
De que seremos, de que seremos...
E esqueceremos o temos, temos e temos...
Na roda da vida que nos reciclamos
E nos alcançamos na erraticidade,
Um equilíbrio para continuarmos
Na escola da Terra que nos acolhe
De tempos em tempos...

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