domingo, 8 de julho de 2007

Encontros e desencontros na Eternidade

Você pode até me abandonar,
Sem nunca ter sido “minha”
Você tentou até se aproximar,
E dos nossos desencontros, a culpa é só minha,
Mas se você chegasse um pouco antes,
Eu estaria feliz e de braços abertos,
Esperando-te, mesmo depois descobrindo,
Que o meu sistema nervoso estava falhando,
Mas o que me serve de consolo,
Foi um abraço gostoso e espontâneo,
Ouvir sua voz pela primeira vez,
Me, alegrando,
Sentir sua pele e perfume,
Me, encantando e extasiando...
Se for pra você ser feliz longe de mim,
Que seja com o dono do seu suave coração
Ainda que doa,
Eu sei que o amor e a amizade não prendem,
Não engana, às vezes, apenas magoa,
Mas logo após, perdoa sente saudades,
E pra outra de cara limpa e honestidade,
Tentando aprender que a felicidade,
Apesar de todas as circunstâncias contrarias,
A alegria nasce das lágrimas,
Causadas pelo sofrimento e agonia na vida terrena,
E vai se criando pouco a pouco, dentro de nós,
Do nosso coração, pela simples possibilidade,
De estar ao seu lado,
Vivendo e progredindo, e ter a certeza que a morte não existe,
E que mais pra frente nos encontramos com quem partiu,
Antes de nós para o além túmulo,
Estudando e trabalhando;
Com sobriedade, pouco a pouco descobrindo,
A verdadeira felicidade,
Nos abraçando na eternidade.

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