domingo, 8 de julho de 2007

Seguir no bem

Vejo-me no espelho
E escolho a roupa que usarei hoje
A temperatura me obriga a abrigar-me
Não há paz lá fora,
Há não ser dentro de nós mesmos
Aquela que conseguimos nos manter
Com bons pensamentos
Um dia de estudo ou trabalho
Uma noite de diversão sem fugas embriagadas
Sem risadas loucas e insanas
Apenas diversão sem baixo calão,
Redescobrindo a vida com novos amigos
Pessoas que sentem a nossa ausência,
Que criamos mesmo em presença
Saudades dos velhos tempos que não lembramos
Nos abraços de carinhos que nos acabamos
Um pouco de timidez ainda faz parte dessa roda que gira sem parar
Socialmente ainda descobrimos com pesar sobre representar
Uma figura, um modelo, um alimento, um objeto de consumo,
Somos ainda aquele novo sonho de cada manhã, de cada revista,
A tv nos indica, aonde se esconder para aparecer,
E recebo isso com risadas, com tamanha infantilidade,
Imaturidade, futilidade...
Eu sou assim, mudo sim pra melhor,
Ainda quero ser aquela estrela que brilha,
Mas que não ensina mais vícios
E sim aquela que quer o bem comum,
Ah então eu não sou um bem de consumo!
Eu causo polêmica pro bem
E isso não vende nada
Que pena ainda assim ser considerado chato,
Sigo a senda que me ilumina
Não nos holofotes terrestres
Mas sim pelo bem que persigo,
Hoje em dia tesouro perdido,
Na estrada e na porta estreita e difícil
Mas a única que nos leva ao nosso,
Verdadeiro destino.

Nenhum comentário: