segunda-feira, 9 de julho de 2007

Passeando pela noite

Andando pela noite escura da cidade
Jogando conversa fora comigo mesmo
Envolvendo-me em pensamentos e contradições,
Que se ouve a voz desses sentimentos dentro de mim mesmo
Seria um erro? Tudo isso que aguardei?
As luzes fracas iluminando o que sobra de bom e ruim das ruas,
Ainda refletem em minhas idéias, de andar a pé sem segurança,
E livre de todas as correntes do mal e do bem
Somente andando e vendo os passos da minha vida passando,
Passeando pelas ruas com um pouco de prazer,
Livrando-me de culpas que poderia ter causado
No agito noturno escondido, preterido...
Mas contente com a minha própria companhia...
Alguns desconhecidos falam com você sobre banalidades alegres da vida
E você fala também como vai o país de todos nós
O que importa se o tempo está bom ou chuvoso
Calor, frio, trevoso...
Trevas nos irmãos caídos sem lar
Falando um até logo pra você a quem nunca viram
Um gesto de medo, ou falta de diálogo, o desespero...
Quem são meus amigos?
São todos aqueles que me olharam com respeito
Cidadãos quais nós mesmos dignos do triunfo da felicidade
E não do desprezo, amém irmãos eu agradeço vocês,
E admiro o calor, ainda que com a angústia da embriagues,
E rezo, saiam dessa, ilesos de vocês mesmos.