sábado, 14 de julho de 2007

Deixe-me dizer

Eu continuo com meus complexos
Coloquei em mim uns anexos
Mas mudei, hoje tenho alguma direção!
Alguma noção de como ir, sair de verdade...
Tenho conhecimentos, e alguma moral...
Ao próximo estou sempre cheio de conselhos
Antevejo alguma coisa que pode dar certo aos outros
Mas a eu mesmo com relação a muitas coisas me sinto perdido
E vejo na minha imagem já minhas mudanças,
A aparência física ainda me deixa sem saber o que fazer
E como reagir, se saio, se me escondo ou se caio em certas tentações...
Hoje recupero minha certa harmonia, que sou capaz até de ser um pouco normal...
Amanhã já não sei de mais nada, se vou me achar legal vendo meu reflexo;
Se poderei por uma semana ou por uma quinzena me aproximar de uma mulher
E dizer que há amo, ah eu não sei mesmo!
Eu preciso ver a natureza se transformar onde o homem a machucou
E me conformar ou ir de encontro a minha “cura” observando a renovação,
Que ainda não sei analisar e reconstruir a paz por fora e por dentro de mim mesmo
O que ameniza isso tudo é que todas as horas em que me vejo com vigor,
Eu dôo um pouco do que tenho e do que sou ao meu irmão de provas terrenas
Aliviando a consciência e me trazendo um pouco de felicidade
A tristeza vagueia em mim lenta ainda como meu metabolismo e auto estima
A alegria é rápida vem como vai
E eu nesse esboço de linhas improvisadas
Vejo-me renovado por longos embates que passei
Mas ainda perdido no passado desde os 15 anos
Que ainda não ressuscitei.