sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Os dependentes químicos e a enfermagem

Bem, em quatro meses de estágio em pronto socorros e hospitais, vi o tratamento que esses doentes do vício sofrem.
Digo sofrem, porque como se já não bastasse o preconceito social, ainda quando dam entrada num hospital, são tratados como sem vergonhas e vagabundos.
Vi muita má vontade de alguns colegas de enfermagem para com esses doentes; falta de paciência, termos pejorativos ao se referirem a eles e muita falta de respeito e grosseria ao encaminhá-los aos banhos falando de forma ríspida com esses irmãos.
Ora se lá fora a família e a sociedade os julgam como vagabundos, porque nós profissionais da saúde fazemos o mesmo?
Será que estudamos só para preparar e administrar medicações? fazer a parte burocrática?
Não seria o dependente químico, seja do álcool, ou de drogas, como por exemplo o doente compulsivo por comida?
O dependente da gula, não é também um doente? E no entanto o que vemos é uma forma diferente de tratamento.
Qaundo de fato vamos tratar os usuários e víciados em drogas como doentes, que precisam de atenção, carinho, uma palavra de conforto, ou apenas um sorriso sincero?
Será que vai ser preciso um ente querido de um enfermeiro ou médico ser dependente químico, para mudar tal forma de agir e pensar para com esses irmãos infelizes?
Pensemos a respeito, e não será difícil chegar a uma resposta positiva, em várias dessas perguntas no trato para com esses enfermos dependentes.

Flores Azuis

Enquanto faço uma prece sincera,
cai as bençãos do céu,
em forma de flores azuis
Atingindo nossa fronte singela
Nas sombras, irmãos infelizes,
se fazem presa de natureza sem vida,
no coração e na mente a vida dormita
Mas no jardim das felicidades eternas,
em abundância existe vida
E eu quando pelo pensamento,
me transporto pra onde há harmômia
Olhando pro mais alto
O ar puro, o vento sereno,
sinto algo feliz, alíviado
Viajando pelo espaço,
com os olhos de ver,
e ouvidos de ouvir,
Sentindo no corpo intermediário,
A chuva de flores azuis cair.

Desassombro

A trabalhar para bancos, finânceiras,
empresas de telefônia, convênios médicos,
cartórios, políticos, cargos públicos,
por exemplo agências do inss
(temos exceções de credibilidade é claro)
Visto que esse quadro,
só mudará em longo prazo,
na reforma íntima de cada ser,
deslumbrado com o poder e a ganância,
prefiro eu coçar o saco honestamente.

Escrevendo

Eu não vivo mais sem conhecimentos
Por isso devoro livros
Ns pessoas, as conversas; com ou sem profundidade...
A filosofia, a religião, a ciência, as letras, os números,
no trabalho, nas palestras
raciocínio a título de crescimento intelectual,
Amor, sempre a Essência Divina, Espiritual,
Em nós mesmos a movimentar crescimento Moral;
E passo a verificar que já cresci,
e ultrapassei velhos e vários obstáculos
Que sou outro mais digno de um certo respeito
(que nem espero)
Escrevo meus desabafos, há mais de uma década...
Escrevi, li , gostei; depois rasguei,
muitas vezes foi assim
Até que num ano de mudança total,
escrevi minha maior angústia desde então
Depois de dois anos "publiquei" aqui meu livro virtual
poeta, escritor sou eu
Aqui todos podem ler,
se é bom ou ruim, não sei
você pode falar ou até escrever.

Estacionários

Neo nazistas, neo farizeus
neo fascistas, antigos ateus...
Por desconhecer o amor,
cada qual matou um, dois, um monte;
e mesmo estando encarnado,
cada qual "já morreu".

Curando a Alma

No livro das nossas consciências,
está escrito páginas de iniquidades
clamorosas, horrendas
No escorrer dos milênios da eternidade;
professora essa, que não sessa de ensinar
Mas ao passo que hoje,
contemplo a caridade do sol,
e a luz prateada da lua ao anoitecer
Sentindo relativa paz ao adormecer...
Sem dúvidas já evoluímos muito
Tento me transportar em pensamento,
As esferas celestes de felicidade
Ergo minha fronte honesta,
orvalhada de lágrimas sinceras
e na sede de me espiritualizar ao máximo,
na meditação, prece e na leitura edificante,
Peço proteção no trabalho que abraço
Tento todo dia "destruir" as deficiências,
do velho homem de outrora
E quando durmo, no dia seguinte acordo,
renasço...
E vou partindo de tempos em tempos,
com certa coragem, nas boas ações que faço
As velhas lições que não aprendi,
Refaço resignado,
para o necessário aprendizado
No esforço de reconstruir,
o que por minha ignorância,
destrui no passado.