terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Ao sol

Vejo o sol e leio as verdades eternas
Por isso só fico no plano das fantasias,
Para não cair no fundo das orgias
Fujo das esquinas da promiscuidade
Que vejo nos jornais todo dia...
E na verdade me falta o que eu não quero
Relação a dois...
E sigo na rota do bom caminho, deserto de sensações terrenas...
Já fui semibom nisso
Menti um bocado e no dia seguinte,
Gostaria de me esconder do meu mundo cinza,
Cheio de cinzas de tudo o que é hipócrita,
Enfrentar de cara limpa, o que faço hoje, a mentira...
E sem falar da tirania dos parasitas,
Que não estão nem ai pra alheia agonia
Foi-se o tempo dos sonhos juvenis
E o céu, não é mais o mesmo, mesmo!
Insisto doou sangue, trabalho voluntário, e palavra de conforto,
Sou eu que sempre mais precisei, e mais dei...
Mas melhor ajudar, do que ser ajudado,
Sinto-me menos aleijado com alguma moral séria
E assim os anos se sucederam
E passei a ter só uma certeza,
Que o que me espera é luta sem trégua
E com fé tiraremos do nosso vocabulário a palavra tragédia.