terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Indo, chorando, rindo.

Caminho os mil passos que não me foi obrigado,
E me falta os mil necessários
Quão triste é a felicidade ilusória dos vícios...
E quão alegre é a evolução pela dor,
Quando se vê que tudo, ou quase tudo passou...
Calor, dor de cabeça de século 21
Toma-se um analgésico e num cochilo,
Sente-se o barulho e a cor do efeito paliativo
A juventude que quer ser eterna está perdida
Internam-se nas oficinas da autonomia,
Ou se frustram por não conseguir o emprego,
Da sociedade bonitinha
Dinheiro, dinheiro, dinheiro...
Foda-se, dessa hipocrisia toda eu quero sossego!
Nem quero saber da exportação de espumantes,
Os vinhos, que morram nas vinhas!
Quanta futilidade, as moscas da inutilidade,
Que renasçam, não na pornografia,
Mas antes da vida perdida
De verdade viva...

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Faz de conta que vivemos

Dormimos durante muito tempo
Sono profundo de obsessão
E agora mesmo a base de medicamentos,
Sentimos insônia de noites longas de ansiedade
E sabemos que sem sono, não vivemos...
Foi-se o prazer da idade
Somos inteligência rara a procura de limpar privada
Escrevemos uma obra salutar para se ler, ver, assistir, pensar...
E sobre isso, queremos só a fofoca, a maledicência, a imprudência(...)
Povo morto que insiste em enterrar seus mortos
E a vida que se vive se ricos foi com glória (ilusória)
Paciência nem temos mais, a não ser em sonhos celestes...
E o breve entrever de paz desse jardim lindo,
É de enlouquecer de sair correndo daqui
E o que nos resta é sorrir,
Ainda que com dor, servir...
Passaram oportunidades, tudo aconteceu, sem você,
Sozinho eu a pensar como seria junto...
Nem te conheci, sou sábio teórico de amor a dois!
Desse mundo pobre, ou de mundo rico, espero eu felicidade...
Encontrarei-te de novo, espero que no espaço...
Ou em romagem terrena futura,
Porque nesta mesma, não agüentarei olhar pra ti...
E relembrar a minha infância,
Que poderia ter sido nossa, só nossa...
Quero paz de silêncio,
E esquecer que você existe, e que nunca te conheci,
E não conheci mesmo, parti...
Por timidez de minutos desse momento,
Pra sempre nessa vida, pra você, morri.