terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Faz de conta que vivemos

Dormimos durante muito tempo
Sono profundo de obsessão
E agora mesmo a base de medicamentos,
Sentimos insônia de noites longas de ansiedade
E sabemos que sem sono, não vivemos...
Foi-se o prazer da idade
Somos inteligência rara a procura de limpar privada
Escrevemos uma obra salutar para se ler, ver, assistir, pensar...
E sobre isso, queremos só a fofoca, a maledicência, a imprudência(...)
Povo morto que insiste em enterrar seus mortos
E a vida que se vive se ricos foi com glória (ilusória)
Paciência nem temos mais, a não ser em sonhos celestes...
E o breve entrever de paz desse jardim lindo,
É de enlouquecer de sair correndo daqui
E o que nos resta é sorrir,
Ainda que com dor, servir...
Passaram oportunidades, tudo aconteceu, sem você,
Sozinho eu a pensar como seria junto...
Nem te conheci, sou sábio teórico de amor a dois!
Desse mundo pobre, ou de mundo rico, espero eu felicidade...
Encontrarei-te de novo, espero que no espaço...
Ou em romagem terrena futura,
Porque nesta mesma, não agüentarei olhar pra ti...
E relembrar a minha infância,
Que poderia ter sido nossa, só nossa...
Quero paz de silêncio,
E esquecer que você existe, e que nunca te conheci,
E não conheci mesmo, parti...
Por timidez de minutos desse momento,
Pra sempre nessa vida, pra você, morri.