terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Indo, chorando, rindo.

Caminho os mil passos que não me foi obrigado,
E me falta os mil necessários
Quão triste é a felicidade ilusória dos vícios...
E quão alegre é a evolução pela dor,
Quando se vê que tudo, ou quase tudo passou...
Calor, dor de cabeça de século 21
Toma-se um analgésico e num cochilo,
Sente-se o barulho e a cor do efeito paliativo
A juventude que quer ser eterna está perdida
Internam-se nas oficinas da autonomia,
Ou se frustram por não conseguir o emprego,
Da sociedade bonitinha
Dinheiro, dinheiro, dinheiro...
Foda-se, dessa hipocrisia toda eu quero sossego!
Nem quero saber da exportação de espumantes,
Os vinhos, que morram nas vinhas!
Quanta futilidade, as moscas da inutilidade,
Que renasçam, não na pornografia,
Mas antes da vida perdida
De verdade viva...