segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

“Soluilusão”

Trânsito, chuva, vários carros...
Vidros entreabertos, fechados...
E dentro de cada, um drama diferente,
Fim de ano, todo mundo faz automaticamente,
Seus caminhos de regresso ao lar,
De viagem seus planos,
E a saudade de alguém, que se vai vira angústia,
Até chegar outro dia de vista, de visita,
De quem realmente amamos,
Queremos pílulas de sonhos de outra realidade,
Azul, vermelha;
E de fato voltamos ao passado pelo efeito borboleta?
Conjecturas, discussões em congressos, e a vida eterna... Nada(...)
Fala-se em reencarnação e lá vem gozação de peitos revoltados,
Com embaraço e de certo ódio vermelhidão
E assim viramos atrasados ao gozo da volitação da alma
E entramos numa cadeia, de vícios cristalizados,
Ao longo dos séculos da nossa criação...
Triste momento decisivo que passamos
E não acordamos, ainda dormimos, sonhando(...)
E quando em vida de outro plano despertamos,
Achamos os superiores loucos,
Deus, até quando?