segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Enfim conhecer-me

Finda-se o tempo de partir
Para aonde o sol apontar
Viver de arte espiritual
Mexer na terra, plantar...
Meu trabalho deve ser minha terapia
Não quero mais nada que seja tóxico,
Incluso pensamentos odiosos
Enfim finda-se o tempo
E o tempo que resta,
Cuidar de um último paciente acamado
De modo a receber” sal-ário” justo
Quero ser feliz plenamente,
Sendo eu, eu sim, 100% eu...
Outrora disse, e agora repito:
Não quero nenhuma burocracia,
Com as futilidades do mundo
Carros, contas em bancos,
Celulares, computadores últimos tipos
Não! Definitivamente não!
Da tecnologia só quero mostrar a minha poesia,
E é só...
Não quero trânsito, buzina, (...)
A natureza nada tem a ver com isso...
Odeio terno, gravata, convenção social,
Não gosto de modas!
Definitivamente nasci só pra ser eu
Sucesso tive só de um pouco menos de dez anos prá cá...
Onde estive o resto do tempo, da minha vida adulta!?
Sendo controlado, obsedado!
A sociedade moderna fede hipocrisia
Dinheiro, poder,
Poder, dinheiro;
Já se faz tempo de eu partir
Para qualquer terra de sol e mar
Entre montanhas de cidade pequena
Somente o sol queimando minha pele permanentemente...
Devolver-me-á a aparência sadia perdida(...)(chega de palidez)
Meu cabelo, o mais comprido possível, com franja talvez;
Deixar a barba crescer, até aonde caber fora do rosto,
As olheiras (atenuar), quase desaparecer...
Todo ou quase todo dia banho e ou olhar o mar...
Viver eu, eu, eu, eu, simplesmente eu, de escrever
E de plantar
Chega de pânico, depressão, angústia, ansiedade!
(isso não pertence a minha essência)...
Queria deixar os barbitúricos
Mas se me controlar,
E eu ficar de pé,
Ah sim prometo amar!!!
Não quero desaparecer,
Quero enfim me “mand-ar”
Viver de ar puro, respirar...
Ver a noite caindo, feliz
Sem ninguém me conhecer
A não ser as plantas,
Que hei de plantar.






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