quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Felicidade em manutenção


Preces e pensamentos, mente afora
E tendo que viver o que não fui
E o que fui
Foi indo embora
Até chegar eu aqui
E constatar que a vida não acabou
Só a felicidade que está em manutenção...
Minha saúde não está boa 2º feira farei um checape
Só tenho mais 70 anos a viver aqui agora!

Anos 80


Olha o que chegou as minhas mãos... Quem viveu a infância nos anos 80 lembra, era muito bom, saudades... d+

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Eu sou o que aprendi

1994
Kurt Cobain suicidou-se
Ayrton Senna da Silva morreu
Guns ´n Roses findou-se
Eu aos 15 morri
A vida ficou cinza
Meus amigos de infância separaram-se
Aos 17, 18 voltei
Sem saber quem era eu (...)
Depois me perdi e ou me prendi novamente dentro de casa
Depois enfrentei a morte de terceiros, várias vezes
Chorei, emagreci, engordei
E de onde tirei forças foi desses destroços,
Físicos, psicológicos
Existe em mim a terapia que faço e dou
O remédio que alivia
E o lar que me acolhe
Há a família
Há as crianças
E nesse meio todo
Renasço
Sem saber como,
Mas sabendo que sou melhor
Que ontem,
Só por isso ainda de vez em quando
Liberto eu o sorriso
Alegre e majestoso
De vida que ainda vibra,
Nas minhas fibras mais intimas...



segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Quem sou eu?

Sou do tempo em que partia só parentes queridos “distantes”
E quase nunca chorei
Houve um tempo em que via, ouvia a notícia da morte dos grandes poetas...
E isso às vezes me doía
Mas amigos partiram; familiares partiram, e eu chorei muito...
E tudo o que restou foi uma sensação de que nunca vivi com eles
Desfrutei da normalidade aliada ao medo de tê-los por perto,
E o medo de perdê-los... Da pra entender?
Senti saudades da minha vida até os 14 anos...
Depois senti saudades dos meus 18, 19 anos...
E hoje sinto saudades nem sei de quê...
Da pra entender?
Na jornada que sigo aprendendo a ser alguém,
Encontrei-me depois de vagabundo escolar (sempre odiei escola mesmo)
Um homem já adulto devorando livros...
Sobre espiritualidade, filosofia, ciências, artes, literatura em geral...
E hoje que sou eu?
Cadê meu pai?
Ainda se encontra na pátria espiritual?
Já reencarnou?
Está no “nosso” seio?
No seio familiar?
Cadê meus amigos da infância querida?
Cadê as namoradas que me pretenderam?
Cadê a magia da alegria?
Além da minha família, da minha vontade de evoluir,
Sobrou a poesia...
Sobrou o conhecimento de que tudo que pergunto aqui
Jamais voltarei a ser eu, como se fosse a Lua, que já fez parte da Terra.
E um meteoro as separou em duas ou dividiu
Foram como se fossem as minhas expiações...
E hoje o que vive são as lembranças infantes,
E a dor da separação física...
Eu não sei quem sou; só sei que vivo para progredir...
E o resto é o resto que me sobra de vida física
E a saudade de ter sido inocente,
De não saber que eu era doente (espiritual)
Mas a esperança de um dia me curar,
Não será coisa recente,
Mas permanente,
Que dependendo de vida ou de morte;
Amor ou saudade;
Calor ou sociedade;
Frio ou humanidade;
Problemas psico-mentais
Isso será lenda na Terra,
Assim como a brincadeira de policia e ladrão
Extintas pela vida, pela evolução, pela regeneração.