segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Quem sou eu?

Sou do tempo em que partia só parentes queridos “distantes”
E quase nunca chorei
Houve um tempo em que via, ouvia a notícia da morte dos grandes poetas...
E isso às vezes me doía
Mas amigos partiram; familiares partiram, e eu chorei muito...
E tudo o que restou foi uma sensação de que nunca vivi com eles
Desfrutei da normalidade aliada ao medo de tê-los por perto,
E o medo de perdê-los... Da pra entender?
Senti saudades da minha vida até os 14 anos...
Depois senti saudades dos meus 18, 19 anos...
E hoje sinto saudades nem sei de quê...
Da pra entender?
Na jornada que sigo aprendendo a ser alguém,
Encontrei-me depois de vagabundo escolar (sempre odiei escola mesmo)
Um homem já adulto devorando livros...
Sobre espiritualidade, filosofia, ciências, artes, literatura em geral...
E hoje que sou eu?
Cadê meu pai?
Ainda se encontra na pátria espiritual?
Já reencarnou?
Está no “nosso” seio?
No seio familiar?
Cadê meus amigos da infância querida?
Cadê as namoradas que me pretenderam?
Cadê a magia da alegria?
Além da minha família, da minha vontade de evoluir,
Sobrou a poesia...
Sobrou o conhecimento de que tudo que pergunto aqui
Jamais voltarei a ser eu, como se fosse a Lua, que já fez parte da Terra.
E um meteoro as separou em duas ou dividiu
Foram como se fossem as minhas expiações...
E hoje o que vive são as lembranças infantes,
E a dor da separação física...
Eu não sei quem sou; só sei que vivo para progredir...
E o resto é o resto que me sobra de vida física
E a saudade de ter sido inocente,
De não saber que eu era doente (espiritual)
Mas a esperança de um dia me curar,
Não será coisa recente,
Mas permanente,
Que dependendo de vida ou de morte;
Amor ou saudade;
Calor ou sociedade;
Frio ou humanidade;
Problemas psico-mentais
Isso será lenda na Terra,
Assim como a brincadeira de policia e ladrão
Extintas pela vida, pela evolução, pela regeneração.

2 comentários:

Alê disse...

E o tempo de agora?

Aprendendo a falar de Amor disse...

o tempo de agora passa, só na ajuda ao próximo...