terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Fiel depositário

Morremos de solidão mesmo abraçados
Morremos de solidão entre beijos e abraços
Morremos de solidão sozinhos ou acompanhados
Porque em verdade não amamos e nem sabemos que somos amados
De minha parte não quero nada com a hipocrisia
Não nasci pra arte de representar em convenções sociais
Não nasci pra vaidade
Mesmo sem saber que estou com a mentira
Nasci pro amor e pra verdade
Nasci pra desencarnar e ser esquecido
Nasci pra depositar o que me foi confiado
Aos cofres do conhecimento do mundo
E talvez por isso seja lembrado...
E minha alma continuará a pensar...
E fazer com que os que a mim me rodearam sigam pensando...
Em forma de filósofo hereditário
E por isso nada nunca estará acabado.