quinta-feira, 22 de março de 2012

Des (conectado)

De vagabundo escolar,
Totalmente desconectado com tudo aquilo que me foi apresentado,
Sabe lá por mais ou menos 15 anos em salas de aula, na adolescência,
Portador de depressão, pânico, ansiedade, palidez, olheiras profundas, obsessão e muito sofrimento [...].
Nesse meio tempo de anos me tornei um bêbado
E um fumante que acabava com um maço em três horas bebendo por alguns míseros anos, alguma diversão me salvou da morte...
Hoje sou enfermeiro, e um devorador de livros, seja lá de que assunto for...
Há nisso uma vitória em si mesmo, a parte o contentamento...
Eu só tenho a razão,
Em mim vive ela
De resto não me sobra mais
Aquele amor infanto-juvenil,
Que tanta alegria traz (ia)
Meu coração com relação a isso é gelo,
Já a um bom tempo,
Meu cérebro, apesar de racional é medo,
Sem emoção, sem aparência, sem dinheiro,
Sem espaço, sem tempo,
O que faço? Declaro-me, passo vergonha,
Ou morre por dentro de vez,
Meus parcos sentimentos!?
Ainda não sei, só sei que,
Não me mato nunca mais,
E parto pra vida vivendo...



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