quarta-feira, 12 de setembro de 2012

A Última Sesta (2018... 2050... 2300...?).


Comemos e dormimos durantes séculos e séculos
E acumulamos milênios de indiferença,
Frente às lições do Mestre
Do Sermão da Montanha a Última Ceia
Aproveitamos somente o dízimo
E a gula, depois a sesta de cada dia...
E glutões, de preferência aos sentidos.
Chegou à hora da prestação de contas
Quantos ajudamos?
 Quantos amamos?
 Quantos ouvimos?
Sua parcela de sorrisos?
Sua parcela de sofrimentos ao bem comum?
E quem deu mais?
Um sorriso ao um irmão de rua,
Ou o dízimo vigarista para ser rico(s)?
Na última Ceia do Mestre Maior,
Com seus discípulos,
Encontrou, Ele, o traidor.
E nós que achamos o Evangelho, linda poesia,
Superstição, ou indiferença...
Somos traidores que deixamos não só a “letra” matar
Mas o Espírito morrer, e a matéria viver de plásticas,
De futilidade...
E ficamos certos que a Última Sesta próxima está
Depois de comer e dormir,
Acordaremos com cataclismos
E onde estaremos?
“À direita” do Senhor,
Ou carregando tijolos,
Exilados num mundo mais primitivo,
A ser construído...
E o que será dos que amamos?
Saudade, sorriso, Alegria,
Ou longe de nós, em massa partindo...
Estaremos juntos já em Espírito mais leve,
Ou ainda vivendo de instintos?



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