segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Vácuo de minha alma


Quando te vejo no vácuo, que me falta neste vazio,
Que quase minha alma ecoa
Sinto estar sozinho parado não à toa
Mas sinto que pelo menos uma noite,
Não seria coisa ruim,
De boas risadas nos lembraríamos
Abençoaríamos cada sorriso
De ter-nos nos abraçado na emoção
Não nos instintos de ter-nos,
Lamentado a perda do momento a sós
E cada saudade batida,
No lugar da angústia,
Sentiríamos qualquer coisa boa...
Talvez a paixão,
Talvez o amor...
Mas será que ao nos fintarmos novamente,
Sentiríamos vergonha da luxúria?
Talvez mas esta vergonha vá e voa
E nos resta na vida séria
Os anjos sorrindo e dizendo
Vaz e ama incondicionalmente
E logo dividiríamos o mesmo teto,
A mesma cama,
Como se enrolados fossemos um só
Almas gêmeas que não se iludem
Encantam-se nas imperfeições de cada um
Frente a frente quando se encontram nuas...
Sabendo por que todos os dias
Pegamos os mesmo caminhos,
Cheio de dor andando nas ruas...


Um comentário:

Denise disse...

É muito bom reviver momentos com o outro, ficar enroscadinho, ser cúmplice. Muita paz!