sexta-feira, 28 de junho de 2013

Pra baixo e pro alto

Vivendo num deserto, de verdades
Um furacão fugindo do controle
E quase todos em férias permanentes
Sinto a dor da revolução
Sinto o sorriso irônico dos bobalhões
Sem fumo, sem álcool, sem drogas
Sem nada que me aliene
Cosplays de Che Guevara com smartphones, tomando todynho
Lutando por um país mais justo?
Ou por ideologias capengas?
Lutando contra a corrupção?
Ou deixando esse ódio em tudo?
Nas pessoas e em objetos inanimados, nossa frustração
Nisso sobrevivo e minha revolução é nas idéias do alto
Não me vendo, nem pro rico, nem pro barato
Aqui me despeço,
Vou embora, comemorar o que deu certo
E no que permanece errado,
É o reflexo do dia a dia,
Refletido no espelho despedaçado
Na lei de causa e efeito de todos nós,
Não só dos desgraçados.