quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Sonhos Desbotados

Sonhos desbotados
de tempos passados
último recurso jogado no lixo
em mergulho em velha piscina,
cheia de vômitos de timidez
depois o pânico - o álcool
e ouvir uma canção ao vivo,
é morrer de frustração,
na longa noite de terror
que me abateu nos últimos 24 anos
músicos ao meu lado com sua melodia,
é o som do meu funeral em vida...
nestas linhas que procuro me sentir vivo
perguntar a vida e a eternidade
- quanto tempo falta para findar a saudade!?
onde foi que e por quê,
perdemos a felicidade!?
Há que viver!!!
para resgatar débitos,
na exercida maldade,
nos ombros em que carregamos
mais um exílio na Terra,
indo e voltando,
aqui e na erraticidade...
quantos túmulos nossos,
durantes centenas de reencarnações,
existem no cemitérios - os jardins da saudades!?