quarta-feira, 17 de outubro de 2018

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Já se faz Tempo

outra de 2008

Leio, leio, leio...
Penso, penso, penso...algo,
alheio, vagueio... vago?
não, concreto!!!
Racionalizo, e já faz tempo
Retirei o véu de Ísis
e o tempo já se fez, cheio
chegado, aberto
A qualquer um,
já se faz hora, há tempo
O terceiro Milênio.

Última feliz chance?

(texto de 2008)

A contradição parece
Para minha felicidade,
Se aproximar
Alias é a última chance,
Que eu mesmo quero me dar
Mas ... seria mais uma decepção?
Olhar, olhar, olhar,
Como te olhei
Alias, por vezes trocamos olhares
Mas antes, quando ainda na nave religiosa,
Abracei-te, com um beijo no rosto,
Teu perfume, emoção senti
Só pode ser você
Como na foto que já vi,
Te reconheci e como já registrei, escrevi
Escrevo de novo
Sobre você bela mulher, bela menina
Hoje mesmo emocionado, em meio lágrimas
De um frio de outono cinza
Será que o futuro pode brilhar azul pra nós?
Será que fomos “solitários”,
E em meio a tédio triste, “morremos”,
Por alguns anos amargos dessa nossa vida?
Aprendizado na solidão
E aprendemos que a vida não é brincadeira
Do parco conhecimento que tenho,
Da sua infância desventurada,
E da minha adolescência sofrida de pânicos,
Faz-me acreditar,
Que ambos chegamos lá,
A nos espiritualizar,
De-me sua mão,
Quero beijar, meu sinal de respeito;
E de amor beijo teus lábios (ainda em sonhos)
Parece que meu coração já é seu
Já o teu não tenho ideia;
Será que nas “asas” das nossas almas podemos nos entregar?
Desculpe tantas interrogações,
É que em passado triste,
Em relação a amar,
Quis ser arrogante, e “acabei” “acabado” (...)
E hoje desiludido,
Quero, e faz tempo que não posso,
Ser correspondido
Se pedisse para você ser “minha”,
E você negar,
Já vou acostumado...,
Consagrar meus dias a estar sozinho
Mas te digo dói, mas dói,
De valeu a pena ter tentado,
Nessa última tentativa de ter amado
Pois na posição que me encontro,
Minha amada, seu nome ainda deixo só pra mim,
*** ***** :)

Eric Clapton - Tears in Heaven (Lágrimas no Paraíso) Ano da Música-1992 ...

Guns N' Roses & Elton John - November Rain (Legendado)

Aerosmith - I Don'T Want To Miss A Thing (Legendado)

Soul Asylum - Runaway Train



Trem Fugitivo

Ligo para você no meio da noite
Como um vaga-lume sem luz
Você estava lá como um maçarico queimando
Eu era como uma chave que gostaria de te acender
Tão cansado que não podia nem dormir
Tantos segredos que não pude guardar
Eu prometi a mim mesmo que eu não iria chorar
Mais uma promessa que eu não pude cumprir
Parece que ninguém pode me ajudar agora
Eu estou bem no fundo
Não há saída
Dessa vez eu realmente me perdi
Trem de fuga, nunca vai voltar
Caminho errado numa estrada de mão única
Parece que eu devia chegar a algum lugar
Por algum motivo eu não estou nem aqui nem lá
Você pode me ajudar a lembrar como sorrir?
Fazer Por algum motivo tudo parecer valer a pena
Como será que fiquei tão cansado?
O mistério da vida parece tão desbotado
Eu posso ir aonde ninguém mais pode
Eu sei o que ninguém mais sabe
Aqui estou eu apenas me encharcando na chuva
Com uma passagem para um trem desgovernado
E tudo parece simplório
Dia e noite, terra e céu
Às vezes eu simplesmente não acredito
Trem de fuga, nunca vai voltar
Caminho errado numa estrada de mão única
Parece que eu devia chegar a algum lugar
Por algum motivo eu não estou nem aqui nem lá
Comprei uma passagem para um trem fugitivo
Como um maluco rindo da chuva
Um pouco incomunicável, um pouco insano
É apenas mais fácil do que lidar com a dor
Trem de fuga, nunca vai voltar
Caminho errado numa estrada de mão única
Parece que eu devia chegar a algum lugar
Por algum motivo eu não estou nem aqui nem lá
Trem de fuga, nunca vai voltar
Trem de fuga, destruindo o trilho
Trem de fuga, queimando nas minhas veias
Eu fujo, mas sempre parece igual

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Brasil

Castro Alves - Por Chico Xavier

Brasil, o Mundo a escutar-te,
Pergunta hoje: “O que é?”
Ah! Terra de minha vida,
Responde às Nações de pé!
Das montanhas altaneiras,
Dentro das próprias fronteiras,
Alonga os braços - Sansão!
Sem prepotência ou vangloria,
Grava no livro da História,
Novo rumo à evolução!

Contempla a sombra da guerra,
Dragão do lodo a rugir,
Envenenando a Cultura,
Ameaçando o Porvir!...
Fala - assembléia de bravos -
Aos milhões de homens escravos
Sábios loucos prometheus...
Do píncaro a que te elevas
Dissolve os grilhões das trevas
Na fé que te induz a Deus!

Brada - gigante das gentes -
Proclama com destemor
Que o Cristo aguarda na Terra
Um novo mundo de Amor!
Ante a grandeza que estampas,
Os mortos voltam das campas,
Sublimando-te a visão!
Ao progresso Fernão Dias!...
O Dever mostra Caxias,
Deodoro a renovação!...

Dos sonhos do Tiradentes,
Que se alteiam sempre mais,
Fizeste Apóstolos, Gênios,
Estadistas, Generais...
De todos os teus recantos
Despontam palmas de santos,
Augusto pendões de heróis!...
Astros de brilhos tamanhos
Andrada, Feijó, Paranhos,
Em teus céus brilham por soes!...

Desde o dia em que nasceste,
Ao fórceps de Cabral
O tempo se iluminou,
Na Bahia maternal!...
Hoje, que o mundo te espera
Para as leis da Nova Era,
Por Brasília envolta em luz,
Que em ti a vida se integre,
De Manaus a Porto Alegre,
No Espírito de Jesus!...

Ao resguardar o Direito,
Mantendo a Justiça e o Bem,
Luta e rasga o próprio peito,
Mas não desprezes ninguém!...
Levanta o grande futuro,
Ergue tranqüilo e seguro,
A paz nobre e varonil!...
À humanidade que chora,
Clamando: “Senhor... e agora?!”
O Cristo aponta: Brasil!...


Do Livro Castro Alves Fala a Terra
Médium : Francisco Cândido Xavier
Poema psicografado em 15/abril/1976 em Brasília.

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Memória Sombria


Acordem agora
Vocês me ridicularizaram enquanto eu morria
Eu não tinha condições de vida
E sofria sem saber o que tinha
E tenho sido uma sombra ambulante
Cheio de angustias
Arrastando-me com as correntes da escuridão que me acompanha
E vocês levaram o cadeado se trancafiando na falsa glória
Estou farto d ´eu mesmo
O tempo passou e eu passei
Morri de vez em vida
Mas nunca com covardia
De abandonar a vida física
Graças a Espiritualidade
Trazendo sempre notícias do Além
Aqueles que nos precederam na grande viagem
E alguns deles me arrebentaram de vez
Nesta existência
Não me perdoaram sabe lá do que fiz
Santo esquecimento reencarnatório
Vivo desde os 15 anos neste sanatório
Que já foi paz e alegria
Isso me salvou de não ir embora
Antes do tempo programado
Embora dez anos suicidando- me com álcool e cigarro
Não transpus a porta do Umbral do além túmulo
Como cego que leu vitória e só viu poesia
Santa bondade que tirou-me do caos da prática
E me deixou com as selvas densas de pensamentos - minhas
“Orai e Vigiai” - Imortal Palavra do Mestre
Conservou-me no vaso físico mesmo sem vontade
Mesmo assim morri em vida logo após a puberdade...
E estou esperando 1994 começar...
E já se passa mais de duas décadas sem ao menos um dia se quer eu parar de sonhar voltando ao passado
O tecido do tempo rasgar... (impossível)
Conservo o silêncio e o que me falta pra 5% da paz voltar é puro e simplesmente o ouro da vida, trabalhar!

Quem?


Quando você olha para dentro de si mesma,
Não percebe que a sua escuridão me segue!?
Você brincou com a vida espiritual,
E antes de você morrer, eu já estava morto em vida...
Não viu as correntes angustiadas que plantaram em minha sina...
Pensou prender outro, e eu fui sufocado compulsoriamente, numa vida feliz que tirou de mim, me usando de isca...
E eu desde lá tento estar ao sol, como se estivesse voltando ao passado rasgando o tecido do tempo
Hoje você é uma sombra suicida
E eu um angustiado saudosista
Quem morre mais por dia?