domingo, 4 de março de 2018

Últimas Palavras

Como um livro fechado, vinte cinco anos
Como um câncer em um cachorro velho,
sugando a vida da vida,
rastejando depressão e mistério...
Como um leão enjaulado,
sem os recursos antigos,
sem a jaula de antes,
pobre ironia é o que sou, o que me tornei...
O encontro das duas ruas da minha vida,
já são raras as árvores de antes...
e eu só recordo o lugar,
pelas poucas casas antigas que ainda resistem,
ás tristezas da vida de agora maldita!
Preciso virar a página,
dar fim as saudades das glórias passadas - felicidade...
e o encontro com testemunhas da alegria bendita vivida,
é um aceno de mão,
num sorriso gélido, triste sem graça, sem alma...
Querendo rasgar o tecido do tempo,
e voltar ao passado,
e se temos ilusão como esperança,
não temos nada mais do que loucura prestes a estourar,
É termos saudades eternas como herança...